Contabilidade para terceirização de TI: tickets, SLA e licenças

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Contabilidade para terceirização de TI: tickets, SLA e licenças

Como integrar contratos, tickets, equipe, licenças, dispositivos, projetos e créditos de SLA para medir margem por cliente.

Fee mensal não significa esforço uniforme

Um contrato de service desk ou infraestrutura gerenciada pode incluir franquia de usuários, dispositivos, tickets, visitas, plantão e projetos. Dois clientes com o mesmo fee podem consumir horas e licenças muito diferentes. Sem integração entre atendimento e financeiro, a margem é apenas estimada.

O contrato, o ticket e o usuário formam a base do fechamento. A equipe precisa distinguir recorrência, projeto, excedente, cortesia, retrabalho e garantia.

Dados mínimos por cliente

  • Escopo, usuários, dispositivos, cobertura, horários e níveis de serviço.
  • Fee, franquias, excedentes, reajuste, implantação e prazo.
  • Tickets por tipo, prioridade, horas, responsável e resolução.
  • Licenças, cloud, telecom, ferramenta e equipamento dedicado.
  • Visitas, deslocamentos, parceiros e projeto fora do escopo.
  • Crédito de SLA, desconto, nota, recebimento e inadimplência.

Fechamento mensal

  1. Congele tickets: valide abertos, resolvidos, reabertos e pendentes de cliente.
  2. Apure horas: associe equipe, plantão, projeto e retrabalho.
  3. Concilie licenças: compare contratado, ativado, faturado pelo fornecedor e cobrado do cliente.
  4. Revise excedentes: identifique consumo além da franquia e aprovação.
  5. Calcule SLA: documente créditos e multas por incidente.
  6. Feche margem: compare fee, extras, equipe, licenças e terceiros por contrato.

Exemplo de contrato gerenciado

Um cliente paga R$ 45.000 mensais. A equipe atribuída custa R$ 22.000, licenças e cloud R$ 9.000, ferramentas R$ 2.000 e visitas R$ 3.000. A margem antes da estrutura é R$ 9.000. Um projeto extra consumiu R$ 6.000 e não foi aprovado; se misturado ao suporte, reduz a margem sem mostrar falha comercial.

Também é comum manter licenças ativas para usuários desligados. A conciliação entre diretório, ferramenta, fornecedor e contrato evita custo recorrente sem faturamento.

Receita e infraestrutura

O CPC 47 — Receita de Contrato com Cliente orienta a identificação de implantação, suporte contínuo, projetos e licenças. Valores repassados de fornecedores podem exigir avaliação de principal versus agente.

Notebooks, servidores e equipamentos próprios em uso por vários períodos são avaliados conforme o CPC 27 — Ativo Imobilizado. Ativos do cliente sob custódia precisam de inventário separado.

Indicadores recomendados

  • Margem por cliente, contrato e linha de serviço.
  • Tickets, horas e reaberturas por usuário.
  • Licenças ativas, cobradas e sem utilização.
  • Excedentes executados e ainda não faturados.
  • Créditos de SLA e incidentes por causa.
  • Receita recorrente, churn e inadimplência.

Perguntas frequentes

Licença revendida é sempre receita bruta?

Não. A análise depende de controle, responsabilidade e papel no fornecimento; o contrato precisa ser avaliado.

Implantação entra toda na ativação?

Não necessariamente. É preciso avaliar se transfere serviço distinto ou apenas prepara a prestação contínua.

Ticket reaberto é novo custo?

Operacionalmente, sim: consome capacidade. Deve ser ligado à causa para medir retrabalho, mesmo sem nova cobrança.

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